Demand Gen é o tipo de campanha do Google Ads feito para gerar demanda em superfícies visuais do Google: YouTube (incluindo Shorts), Discover, Gmail e a Rede de Display. Desde outubro de 2025, o Google publica todo mês um “Demand Gen Drop”, um pacote de novidades para essas campanhas. Os dois mais recentes, de setembro e outubro de 2026, apontam em direções complementares: um encurta o caminho entre ver o anúncio e agir, o outro mede quanto a qualidade dos seus dados próprios está rendendo em conversões.
Para o anunciante, a leitura prática é esta: em setembro chegaram o Business Agent nos anúncios do YouTube (em beta só nos Estados Unidos), anúncios de imagem com um clique no Shorts e no Gmail, e locais afiliados com pins promovidos no Google Maps. Em outubro, o foco foi a métrica Data Strength Uplift, a expansão do Data Manager para o Display & Video 360 e o Google Analytics e as conversões otimizadas que chegam em breve a esses produtos. Abaixo, o que cada item faz, para quem serve e o que conferir antes de mexer na conta.
Resumo rápido
- Os Demand Gen Drops são atualizações mensais publicadas pelo Google desde outubro de 2025, reunidas em um hub oficial.
- Setembro de 2026: Business Agent em anúncios do YouTube (beta para varejistas nos EUA), anúncios de imagem com um clique no Shorts e no Gmail, e locais afiliados no Google Maps.
- Outubro de 2026: métrica Data Strength Uplift, Data Manager no DV360 e no Google Analytics e conversões otimizadas a caminho desses produtos.
- O Google não informou disponibilidade no Brasil para os recursos desses dois pacotes; confira na sua conta.
- O ganho mais acessível para quem anuncia no Brasil hoje é organizar dados próprios e medição, não esperar recursos em beta.
O que é Demand Gen e o que são os Drops mensais
Segundo a central de ajuda do Google Ads, as campanhas Demand Gen servem anúncios de imagem, vídeo, carrossel e feed de produtos no YouTube, Shorts, Discover, Gmail e Rede de Display do Google. Elas aceitam estratégias de lance por conversões, valor de conversão e maximizar cliques, além de segmentos semelhantes (lookalike) criados a partir de compradores, visitantes do site ou espectadores do seu canal. A mesma página informa que as campanhas de Display estão migrando para dentro do Demand Gen, com migração voluntária a partir de junho de 2026.
Os Drops são a forma que o Google escolheu para comunicar a evolução desse produto: um post por mês no blog oficial e um hub que lista os pacotes anteriores. Isso não substitui as notas da sua conta, mas ajuda a planejar. Se você quer o panorama de IA no Google Ads como um todo, incluindo AI Max e Asset Studio, veja nosso texto sobre IA no Google Ads: AI Max e Asset Studio. Aqui o foco é só Demand Gen.
Drop de setembro: da descoberta à ação
Publicado em 24 de setembro de 2026, o pacote de setembro foi pensado para a temporada de fim de ano e trouxe três novidades.
Business Agent em anúncios do YouTube
É uma camada de IA conversacional ao lado de anúncios em vídeo que usam feed de produtos. O espectador pode fazer perguntas sobre o produto ou a marca e receber respostas sem sair do vídeo. O Google já havia levado o Business Agent à Pesquisa no início do ano; agora estende ao YouTube. No post de compras de fim de ano, de 16 de setembro, o Google informa que o beta no YouTube está aberto a varejistas elegíveis apenas nos Estados Unidos, com inscrição por formulário.
Experiências de um clique no Shorts e no Gmail
Anúncios de imagem passam a levar a pessoa à landing page com um único toque em dois lugares. No YouTube Shorts, o recurso exige anúncios de imagem em 9:16 de tela cheia. No Gmail, a experiência fica mais simples para quem inclui o Gmail nas campanhas Demand Gen. O Google cita dados internos (global, anúncios no Gmail, fevereiro de 2026) segundo os quais anunciantes que adicionam o Gmail têm, em média, 40% mais conversões em criativos de imagem com o mesmo retorno. É um número do próprio Google, sem metodologia detalhada no post.
Locais afiliados no Google Maps
Redes de varejo e concessionárias podem usar locais afiliados para aparecer como pins promovidos enquanto as pessoas navegam, buscam e se deslocam no Google Maps. A central de ajuda sobre publicidade no Maps lista o Demand Gen entre os tipos de campanha que geram pins promovidos e exige recursos de local aprovados, vinculados a um Perfil da Empresa verificado ou a locais de redes selecionados.
Drop de outubro: medir o valor dos dados próprios
O pacote de outubro, publicado em 13 de outubro de 2026, é menos visível para o público e mais importante para o gestor de tráfego. O tema é “força dos dados” (data strength): a qualidade da configuração de dados próprios que alimenta medição e lances.
- Métrica Data Strength Uplift: chega ao Google Ads e mostra, na interface, as conversões adicionais recuperadas pela sua configuração de dados próprios. O Google apresentou a métrica em 10 de setembro e não detalhou a fórmula.
- Data Manager no DV360 e no Google Analytics: a ferramenta de importação e gestão de dados próprios, que hoje permite conectar uma fonte uma vez e reutilizá-la em vários destinos do Google Ads, passa a cobrir o Display & Video 360 e o GA.
- Conversões otimizadas no DV360 e no GA: anunciadas como “em breve”, para melhorar a precisão da medição e os lances.
- Guia de boas práticas de Data Strength: material atualizado do Google com passos para melhorar a configuração.
O post cita dois números. Pela análise interna do Google (3 a 17 de junho de 2026, dados globais), anunciantes que usam o Google Tag Gateway têm em média mais de 20% de aumento de conversões em Demand Gen. E a seguradora americana The Zebra relatou 16% mais volume de conversões e 19% mais valor de conversão após trabalhar a força dos dados. São resultados divulgados pelo próprio Google e por um cliente; use como referência de direção, não como meta.
O Google Tag Gateway, segundo a página oficial, faz suas tags do Google serem servidas a partir do servidor do seu próprio site, sem mudar o código das tags, e oferece integrações com provedores como Cloudflare, Fastly, Akamai, Webflow e Duda.
Comparativo: o que muda para cada perfil de anunciante
| Recurso | Drop | Para quem faz mais sentido | Disponibilidade divulgada |
|---|---|---|---|
| Business Agent em anúncios do YouTube | Setembro | Varejo com feed de produtos e vídeo | Beta para varejistas nos EUA, por inscrição |
| Um clique em imagem no Shorts | Setembro | E-commerce e geração de leads com criativo vertical | Sem países informados no post |
| Um clique em imagem no Gmail | Setembro | Quem já usa imagem e quer incluir o Gmail | Sem países informados no post |
| Locais afiliados no Google Maps | Setembro | Marcas vendidas em redes de varejo e concessionárias | Sem países informados no post |
| Data Strength Uplift | Outubro | Qualquer conta com conversões e dados próprios | Sem países informados no post |
| Data Manager no DV360 e GA | Outubro | Empresas que usam mais de um produto do Google | Sem países informados no post |
| Conversões otimizadas no DV360 e GA | Outubro | Quem compra mídia programática ou mede no GA | “Em breve”, sem data |
O Google não confirmou disponibilidade no Brasil para nenhum desses recursos nos posts. A forma segura de saber é olhar a própria conta e a central de ajuda do recurso, que costuma listar requisitos e restrições.
Exemplo: rede de lojas de móveis em Curitiba
Pense em uma fabricante de móveis de Curitiba que vende pelo próprio e-commerce e também por lojas parceiras em várias cidades do Sul. Ela já roda uma campanha Demand Gen com vídeos no YouTube e imagens no Discover, e quer aproveitar os dois pacotes sem depender de recursos em beta.
O primeiro passo é de medição. A equipe confere se a tag do Google registra as conversões certas, ativa as conversões otimizadas no Google Ads e avalia o Google Tag Gateway com o provedor de CDN do site. Em seguida, usa o Data Manager para conectar a lista de clientes do CRM uma única vez e reaproveitá-la em Customer Match e em importação de conversões off-line. Antes de subir qualquer lista, revisa com o jurídico a base legal e o aviso de privacidade, como discutimos em segurança e LGPD na implantação de IA. Com isso pronto, acompanha a métrica Data Strength Uplift quando ela aparecer na conta.
Na parte criativa, produz versões 9:16 de tela cheia das imagens de produto para testar o clique único no Shorts e inclui o Gmail como canal em um experimento A/B do próprio Demand Gen, comparando com a campanha sem Gmail. Os locais afiliados ficam no radar: se a opção aparecer na conta e as lojas parceiras tiverem locais elegíveis, é um caminho para levar quem pesquisa no Maps até a loja física. O Business Agent fica de fora por enquanto, já que o beta é restrito aos EUA.
Como acompanhar os próximos Drops sem perder tempo
- Assine o hub de Demand Gen Drops. Ele lista um pacote por mês e leva aos posts completos no blog do Google.
- Separe “lançado” de “anunciado”. Itens marcados como “em breve” ou “beta” não entram no planejamento de mídia do trimestre.
- Confirme país e requisitos na central de ajuda. O post do blog quase nunca diz onde o recurso está disponível; a página de ajuda costuma dizer.
- Teste com experimento, não com troca total. O Demand Gen permite experimentos A/B de criativos. Use para validar cada novidade na sua conta.
- Junte criativo e dados. Recursos de criação com IA, como os que o YouTube vem levando ao Ask Studio no YouTube Studio, ajudam na produção, mas o desempenho depende de a medição estar certa.
Para acompanhar o conjunto de integrações do Google com IA em um só lugar, consulte nossa página de integrações do Google Gemini.
Erros comuns
- Planejar com recurso em beta americano. O Business Agent no YouTube está restrito a varejistas nos EUA. Não prometa ao cliente.
- Ler número do Google como garantia. Os 20% do Tag Gateway e os 40% do Gmail são médias de dados internos do Google, com períodos específicos.
- Subir imagem no formato errado. O clique único no Shorts pede imagem 9:16 de tela cheia. Imagem quadrada não aproveita o recurso.
- Importar dados de clientes sem base legal. Data Manager facilita o envio; a responsabilidade pela LGPD continua sendo sua.
- Confundir Demand Gen com AI Max. AI Max atua em campanhas de Pesquisa. Demand Gen trabalha em YouTube, Discover, Gmail e Display.
- Ignorar a migração de Display. Se você ainda tem campanhas de Display, acompanhe a migração para Demand Gen indicada pela central de ajuda.
Perguntas frequentes
Com que frequência saem os Demand Gen Drops?
Mensalmente. O hub oficial do Google lista um pacote por mês desde outubro de 2025, e os de setembro e outubro de 2026 foram publicados no blog do Google em 24/09 e 13/10.
Os recursos de setembro e outubro já funcionam no Brasil?
O Google não informou disponibilidade por país nos posts, exceto o Business Agent no YouTube, que está em beta só nos EUA. Verifique na sua conta e na página de ajuda de cada recurso.
O que a métrica Data Strength Uplift mostra?
Segundo o Google, ela calcula as conversões adicionais recuperadas pela sua configuração de dados próprios, para quantificar o impacto dessa configuração. O Google não publicou a fórmula.
Preciso mudar o código das tags para usar o Google Tag Gateway?
Não, segundo a página oficial. O gateway faz as tags serem servidas pelo servidor do seu site, com integrações para alguns provedores de CDN e de criação de sites.
Demand Gen substitui as campanhas de Display?
A central de ajuda informa que as campanhas de Display estão migrando para o Demand Gen, com migração voluntária a partir de junho de 2026 e criação futura de novas campanhas de Display apenas dentro do Demand Gen.
Fontes e leitura recomendada
- Google: Demand Gen Drop de outubro de 2026
- Google: Demand Gen Drop de setembro de 2026
- Google: novidades de compras para o fim de ano (Business Agent no YouTube)
- Google: atualizações de Data Strength
- Ajuda do Google Ads: sobre campanhas Demand Gen
- Ajuda do Google Ads: sobre o Data Manager
- Ajuda do Google Ads: conversões otimizadas
- Ajuda do Google Ads: publicidade no Google Maps
- Google: hub de Demand Gen Drops